Artes Visuais – Fábio Rheinheimer

GUSTAVO SCHOSSLER

GUSTAVO SCHOSSLER

Fábio André Rheinheimer* - Foto: autoretrato
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Gustavo Schossler despertou interesse para as artes visuais ainda na infância, a partir de exercícios na técnica de desenho, o qual se intensificou após a graduação em Comunicação Social. Foi nesse período, buscando decidir qual caminho profissional seguir, que o desejo de desenhar o instigou a procurar onde ele poderia realmente aprender nessa área. Na sequência, esse processo se desenvolveu na França, e com passagem por Santa Fé e Nova Iorque, ambas nos Estados Unidos, Schossler apurou o olhar e a técnica, e imergiu na pintura, sobre a qual comenta: “A pintura é, para mim, uma forma de investigar presença, memória, imaginação e a maneira como construímos significado a partir das imagens”.

Camila - Foto: Gustavo Schossler
Devagar, então de repente - Foto: Gustavo Schossler

Em Paris, na escola francesa Studio Escalier, embora o seu primeiro objetivo se concentrasse no exercício de desenhar com modelo vivo no estúdio e a partir de esculturas no Museu do Louvre, sob influência dos artistas norte-americanos Timothy Stotz e Michelle Tully, despertou interesse pela pintura. “Foram eles que me ensinaram a pintar: como usar a tinta a óleo, como observar a luz e como pensar as relações de cor. Durante anos, dividi meu tempo entre o Brasil e a França, estudando de forma intensiva em Paris e na pequena cidade de Argenton-Château”.

Complementar aos estudos em Paris, Schossler estudou com o artista Anthony Ryder, em Santa Fé, nos Estados Unidos, e prosseguiu com breve passagem pelo Grand Central Atelier, em Nova Iorque, onde teve a oportunidade de desenhar no Museu Metropolitan.

Entre tantas referências importantes que influenciaram sua trajetória nas artes, Schossler destaca as cenas de filmes que frequentemente sugerem soluções de composição, bem como frases encontradas em livros que acabam inspirando imagens, atmosferas e até títulos de obras. Velázquez, Rembrandt, Degas, Diarmuid Kelley... entre outros, são referências fundamentais às quais acrescenta: “Meus professores tiveram uma influência profunda tanto na minha maneira de trabalhar quanto na forma como penso o papel do desenho e da pintura figurativa hoje”.

Sobre mulheres e lobos - Foto: Gustavo Schossler
Sheikh em azul - Fotos Gustavo Schossler

Exímio retratista, Gustavo Schossler assim descreve seu processo criativo: “Grande parte do meu trabalho nasce da observação de como vemos o mundo, e de como a pintura pode transformar essa experiência visual em algo poético. O retrato surge naturalmente como um campo fértil para explorar essas questões, mas meu interesse vai além da representação de uma pessoa específica”.

A exitosa trajetória do artista Gustavo Schossler segue em ritmo acelerado. Atualmente, a pintura Sheikh em azul - óleo sobre tela, foi selecionada pelo Herbert Smith Freehills Kramer Portrait Award 2026, disponível para visitação entre 25 de junho e 07 de outubro, na National Portrait Gallery, em Londres.

Autorretrato com caveira - Foto: Gustavo Schossler

Fábio André Rheinheimer, arquiteto, artista visual e curador independente, participou de diversas exposições coletivas, exposições individuais e salões de arte.  Atua profissionalmente nas áreas de arquitetura e artes visuais, em Porto Alegre, onde reside.

(51) 98182 5595

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 @fabio_andre_rheinheimer 

 art.far@hotmail.com