A trajetória de um artista se constrói a partir de uma amplitude imensurável de experiências e estímulos, indiscutivelmente. O artista visual Tomas Barth iniciou esse processo no ambiente familiar e o consolidou ainda na faculdade, na participação de seu primeiro salão de artes visuais. No decorrer dos anos, tenho o privilégio de acompanhar um pouco desta produção. Recomendo para mais informações: @tomasbarth
No campo das artes visuais, múltiplas são as influências a fomentarem o percurso que compreende a formação do profissional dessa área. Em sua trajetória, o artista usufrui de diversos estímulos que delineiam sua produção, sejam provenientes das experimentações técnicas usuais ao ofício ou até mesmo reminiscências vividas, entre tantos outros. Embora inumeráveis, esses estímulos teóricos ou práticos podem induzir, ou mesmo direcionar, e, por fim, constituir elemento fundamental desse processo individual e intransferível. Nesse contexto, é possível compreender a trajetória de Tomas Barth na técnica de desenho, com especial atenção à produção dos grandes felinos, em que tanto o tema como a técnica e os materiais dessa produção soam indissociáveis.
Na infância, sob influência de obras literárias disponíveis na estante de casa, Barth desenvolveu sua percepção aguçada sobre aspectos da natureza, com especial atenção aos grandes grupos de animais vertebrados (peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos), conforme relata saudoso: “Eu adorava folhear esta coleção, ficava encantado com as fotos e especialmente com os desenhos da incrível fauna do nosso planeta. Os desenhos eram naturalistas, alguns eram construídos apenas com linhas, em preto e branco. Outros eram minuciosamente coloridos, detalhados, texturizados numa pintura primorosa, conferindo-lhes um realismo impressionante.”
Ainda na escola, Barth desenvolveu extrema habilidade e apreço pelas ilustrações e seus detalhes complexos e desafiadores. Essa busca pelo preciosismo, por expressar os temas de seus desenhos com realismo, uma constante nos seus trabalhos, especialmente na disciplina de biologia. Logo, a escolha pelo curso de artes visuais na faculdade se mostrou acertada: “Nesta etapa de formação, meu foco no desenho passou a ser a figura humana, portanto o desenho dos animais ficou de molho por alguns anos. Estudei bastante anatomia, o desenho dos mestres do Renascimento e Barroco, especialmente Michelangelo, Leonardo, Rafael, Rubens e Rembrandt.”
Fábio André Rheinheimer, arquiteto, artista visual e curador independente, participou de diversas exposições coletivas, exposições individuais e salões de arte. Atua profissionalmente nas áreas de arquitetura e artes visuais, em Porto Alegre, onde reside.
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