Gramado
DIO SANTOS é criador de conteúdo e viajante, é fundador da DIO&CO Marketing. Na ONNE & Only, compartilha sua curadoria de experiências em Gramado/RS, revelando encontros de hospitalidade, sabor e encantamento que se transformam em memórias inesquecíveis. Na Onne & Only, convido você a viver Gramado em sua essência: um dia de hospitalidade, sabores e descobertas que se transformam em memórias inesquecíveis. @diosantosoviajante
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A PROPRIEDADE

     Estar no Borgo 28 é entrar num estado diferente do tempo. Ali, tudo parece mais silencioso, mais presente, mais verdadeiro. A paisagem foi o primeiro impacto, colinas verdes ao redor, árvores altas filtrando a luz e um horizonte que acalma só de olhar. É uma beleza que não grita, mas abraça. Caminhar pela propriedade dá a sensação de estar dentro de uma pequena vila italiana com texturas antigas, madeira, pedra, caminhos que contam histórias. É como viajar sem sair de Gramado. O contato com a natureza é constante animais soltos, água correndo, vento leve passando pelas folhas. A mente desacelera, o corpo respira diferente. Para mim, estar ali foi reencontrar paz, uma sensação de pertencimento, um lugar que faz a gente lembrar de quem é e do que importa.

 

 

Foto: Dionathan Santos

 

 

Foto: Dionathan Santos

 

A CASA CELEIRO

     A Casa Celeiro me recebeu em um daqueles dias que só Gramado sabe criar: nublado, silencioso, coberto por uma cerração branca que deixava tudo com um ar melancólico e profundamente poético. A névoa envolvia a paisagem como se alguém tivesse desenhado o dia para que eu olhasse mais para dentro. E foi exatamente isso que fiz. A banheira com teto de vidro se tornou meu refúgio. Entrei na água quente, com um vinho na mão, e fiquei ali observando a névoa dançar no teto. O tempo parecia diluir no vapor. À noite, dormi com a veneziana aberta. A natureza era a única luz do quarto. A brisa fria, o cheiro da madeira, o som distante da água correndo… tudo criava uma sensação rara de presença. Eu não queria fechar os olhos, porque a vista era parte do abraço que aquele lugar me dava. E então veio o nascer do sol, lento, tímido, filtrado pelas nuvens, uma pintura suave que iluminava o vale aos poucos. Preparei um café quente e fiquei ali, parado, olhando o dia acontecer. Era simples e, ao mesmo tempo, imenso. Um daqueles momentos que a gente não fotografa só com o celular fotografa com a alma. A Casa Celeiro me ofereceu isso, um encontro comigo mesmo, no cenário perfeito.

A CASA VINÍCOLA

     A Casa Vinícola sempre chamou minha atenção pela personalidade do espaço. Logo ao entrar, é impossível não notar as tinas de madeira, que fazem parte da história original da antiga cantina italiana, e a cave de pedras, que mantém aquele clima rústico e autêntico que raramente encontramos hoje. Foi ali que escolhi comemorar meu aniversário de 39 anos. Era o meu último “inta”, então merecia uma comemoração. Organizei uma recepção para 21 convidados no andar inferior, onde as paredes de pedra e a estrutura antiga criam um ambiente reservado e acolhedor. A noite foi do jeito que eu queria, íntima, leve, com boa conversa e um sentimento sincero de proximidade com quem estava ali. Quando a comemoração terminou, subi para o mezanino, onde fica a cama e uma banheira. Dormir ali depois de tudo, com a casa já silenciosa e a luz baixa, deixou a experiência ainda mais especial. Era como se o dia tivesse começado e terminado no mesmo lugar, fechando um ciclo com um significado próprio. A Casa Vinícola me proporcionou exatamente isso, um momento real, cheio de memória e vivido em um espaço que tem alma. 

ATÉ A PRÓXIMA

     O Borgo 28 ainda guarda outras três acomodações que eu não explorei desta vez, cada uma com sua própria atmosfera e histórias para descobrir. Em breve, espero viver essas experiências também e trazer novos relatos aqui na revista. Enquanto isso, deixo o convite para que você conheça mais desse lugar tão especial acompanhando o @borgo28gramado nas redes sociais.

Foto: Dionathan Santos